Controle Transaciona Programatico

OO no mundo real: evite vazamento de conexões com controle transacional programático

No último Javou (evento da JavaCE) o prof. Alexandre Martins comentou na sua palestra que um dev junior conseguiu derrubar por alguns minutos o sistema de previdência social da Dataprev. Estou falando do principal sistema da empresa… muito louco não?

Sabe como? Ele esqueceu de colocar essa linha de código aqui:

conexao.close();  // fecha conexão com o banco

Simmm! Ele esqueceu de fechar uma conexão com o banco de dados! Se você não sabe, uma conexão é um recurso muito caro e, para piorar, é muito limitado; todo banco tem um limite de conexões que podem ser abertas, se esse limite estourar já era, a aplicação não consegue mais conversar com o banco!

(Eu nem culpo esse dev junior, até porque eu já fiz algo parecido em alguns sistemas… mas não conta pra ninguém, tá?)

Mas como ele poderia ter evitado?

A boa prática diz que todo recurso caro que for aberto deve sempre ser fechado quando não for mais utilizado. Uma boa maneira de fazer isso é através do bloco try-catch-finally do Java:

Connection conexao = null;
try {
    conexao = ConnectionFactory.getConnection();
    // logica de negócio

} catch (SQLException e) {
    // trata erro
} finally {
    conexao.close(); // fecha conexão com o banco
}

O problema é que repetir esse código em todo o sistema é muito frágil, cedo ou tarde alguém esquece e termina com o sistema fora do ar. Aí já viu né, é justa causa…

E se eu te dissesse que tem uma maneira mais elegante de resolver isso usando OO? É o que chamamos de controle transacional programático e traz diversos benefícios para qualquer sistema, entre eles a garantia que toda conexão com o banco é fechada!

Pra te ajudar a entender do que estou falando, eu bloguei sobre o assunto:

[Post] Controle Transacional Programático em Sistemas Legados

Após ler esse artigo eu te garanto que você vai levar o controle de conexões e transações na sua aplicação mais a sério, seja seu sistema legado ou mais moderno com JPA e Hibernate.

TriadWorks: Deploy Automatizado

Aprenda como Automatizar seu Deploy em 15min…

Você faz deploy da sua aplicação manualmente? Em produção? Não cara, não faz isso.

Você sabe que esse processo manual cedo ou tarde vai te trazer uma grande dor de cabeça, né? Qualquer tarefa manual, repetitiva e feita por um ser humano tende a não dar certo.

A melhor forma de resolver isso é automatizando: desde build até o processo de deploy. Automatizar o deploy não precisa ser algo difícil nem sofisticado, você consegue resolver isso com 2 passos simples:

  1. liste todos os passos do deploy num arquivo TXT;
  2. transforme essa lista num script executável;

Pronto! A partir de agora você tem um processo de deploy automatizado sem firulas! Não sabe escrever o script? Não te preocupas, eu te ensino como fazer nesse novo post no blog:

[Post] Deploy Automatizado: feito é melhor que perfeito

Deploy deve ser simples e executado com frequência, dessa forma você diminui os riscos a cada nova versão da sua aplicação.

E aí, o que achou? Será que você consegue aplicar o script do post no seu trabalho? Comenta lá, deixa eu saber!

Enums são objetos com estado e comportamentos

Eu não sei você, mas por muito tempo eu subestimei e encarei as enums no meu código apenas como simples constantes…

public enum TipoDeDocumento {

    RG,
    CPF,
    CNPJ;
}

Isto foi um grande erro, pois enums são tão poderosas quanto objetos Java… na verdade, enums são objetos e você deveria encará-las dessa forma! Tratá-las apenas como substitutos para uma lista de constantes do tipo int ou String é ignorar todo o potencial das enums e da orientação a objetos no seu código!

Uma enum pode ser tão completa quanto um objeto Java qualquer, isto é, uma enum pode ter dados (estado) e comportamentos. O código a seguir com uma enum possuindo estas características pode te dar uma idéia sobre o que estou falando:

public enum TipoDeDocumento {

    RG("RG", new ValidadorDeRg()),
    CPF("CPF", new ValidadorDeCpf()),
    CNPJ("CNPJ", new ValidadorDeCnpj());

    private String descricao;
    private Validador validador;

    private TipoDeDocumento(String descricao, Validador validador) {
        this.descricao = descricao;
        this.validador = validador;
    }

    /**
     * Valida número do documento
     */
    public boolean valida(String numero) {
        return this.validador.isValido(numero)
    }
}

Talvez só olhando o código não seja fácil compreender o poder das enums, então para você entender o que eu estou falando realmente eu te convoco a dar uma olhada nesse novo post no blog da Triadworks:

>> Enums são mais que constantes

O post também aborda algumas práticas sobre orientação a objetos que deixamos de usar por não compreender que enums são objetos com dados e comportamentos.

E aí, o que achou do post?